15 julho 2017

Série do mês: Full House


Pop cultura

Certamente você se lembra das irmãs gêmeas Mary Kate e Ashley Olsen. As duas iniciaram as suas carreiras no mundo artístico ainda bebês, aos nove meses de idade, interpretando a Michelle Tanner, na série Full House, muito famosa ao final da década de 1980 e em metade da década de 1990.    

O nome Full House pode ser traduzido para Casa Cheia ou Três é demais, como ficou conhecido no Brasil, pois, trata-se de um repórter chamado Danny Tanner (Bob Saget) que ao perder a sua esposa, Pam, em um acidente de carro provocado por um motorista bêbado, precisou contar com a ajuda de seu cunhado e irmão mais novo dela, Jesse Katsopolis (John Stamos), um músico e roqueiro; e  de seu amigo, Joey Gladstone (Dave Coulier), um comediante stand-up para cuidar de suas três filhas: Donna Jo ou DJ, como é chamada; Stephanie e Michelle. Eles residem em uma casa na cidade de São Francisco, na Califórnia.

              
Trailer da primeira temporada


Com 192 episódios distribuídos em 8 temporadas, a série foi criada por Jeff Franklin e mostra de forma bem humorada a vida real de uma família nada tradicional e, ao mesmo tempo unida em seus piores e melhores momentos. É bem difícil eu conseguir rir verdadeiramente com as coisas que assisto, mas devo admitir que desperto boas gargalhadas enquanto vejo Full House, porque não existe como não se identificar, entende?

Acho bonito como o criador da série retrata a vida de um repórter que é famoso em sua cidade por apresentar o programa "Acorda São Francisco", mas que na realidade é apenas um pai que deseja o melhor para as suas três filhas e ainda está em busca de reconhecimento profissional, nos mostrando que a fama é algo relativamente conceitual, porque todos nós, até mesmo aqueles para quem sentimos o desejo de solicitar um autógrafo, temos de lidar diariamente com situações complicadas em nossas vidas privadas, porque somos seres humanos normais. 

É lindo observar como as gêmeas Olsen e as demais atrizes, Jodie Sweetin (responsável por interpretar Stephanie) e Candence Cameron (que interpreta a DJ) crescem com o passar das temporadas e se tornam adolescentes repletas de conflitos e de alegrias também, como qualquer outro jovem. 

Além disso, temos um registro de nossa própria história, porquanto naquela época não existia tecnologia e através de um episódio em que a DJ ganha o seu primeiro computador, que foi justamente o momento em que ele foi criado, percebemos como devia ser incrível ser uma criança antigamente. 

Achei tão engraçada e digna de ser assistida por crianças, jovens, adultos e idosos, todos ali, juntos, rindo de cenas que acontecem em toda casa, seja ela cheia ou não. 

Conhecemos o primeiro namorado da DJ, as namoradas que o pai das meninas arrumou para tentar se recompor, o fascínio de Joey por desenhos animados, vemos a Stephanie crescer de uma forma absurda e formar a sua primeira banda na época do colegial, as aventuras do tio músico que sonha em ser famoso e tem como melhor amiga a pequena Michelle, que é a minha personagem favorita!

Michelle é muito inteligente e se sente tão parte do mundo adulto que se julga capaz de ajudar as suas irmãs mais velhas no dever de casa, além de estar sempre fazendo observações que nenhum dos outros personagens fazem, ser sarcástica, amante da arte e super engraçada com a sua maturidade. Para mim, ela é um exemplo de criança!

Full House é uma série que deve ser assistida como uma novela, em família ou sozinho, tanto faz. O importante é se divertir e se identificar com a realidade como ela é em sua verdade exuberante, mas, ao mesmo tempo simples e linda, porque nos ensina a reconhecermos o verdadeiro significado da palavra família



Você pode assisti-la através do Netflix ou clicando neste link. 

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